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A Cor Púrpura é um grande grito de liberdade, segundo o diretor e idealizador Tadeu Aguiar.

Chega dia 14 de março ao Teatro Riachuelo Rio, essa obra que estreou em 6 de setembro, na Cidade das Artes e em 6 de Dezembro de 2019 no Theatro Net em São Paulo: A COR PÚRPURA – O MUSICAL, com 17 atores, 8 músicos, 90 figurinos, um palco giratório de 6 metros de diâmetro e uma escada curva com sistema de travelling em volta do cenário. “A história é universal: fala do ser humano, em especial das mulheres. É imediata a identificação com o momento do país, onde há tantas histórias de opressão às mulheres. A COR PÚRPURA é um grande grito de liberdade”, explica o diretor e idealizador Tadeu Aguiar, responsável pela encenação de “Bibi, uma vida em musical” e “Quase Normal”. Tadeu Aguiar prioriza a interpretação como força motriz da cena. “Reforcei o caráter epistolar do romance, valorizei o ponto de vista da protagonista, tendo a figura do ator como principal instrumento condutor da história. A palavra é a grande força do espetáculo”, afirma o diretor. 

O espetáculo já conta com duas indicações ao Premio Shell e 8 indicações ao Premio Cesgranrio. Alice Walker foi a primeira escritora negra a ganhar o Pulitzer pelo seu livro A COR que continua contemporâneo ao retratar relações humanas, de amor, poder, ódio, em um mundo pontuado por estruturais diferenças econômicas, sociais, étnicas e de gênero. A COR PÚRPURA foi lançado em 1982. Com direção de Steven Spielberg, a obra foi adaptada para o cinema em 1985, recebendo 11 indicações ao Oscar. A transposição para musical ocorreu em 2005, na Broadway. Em 2016, houve uma nova montagem, rendendo à produção 2 prêmios Tony e o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical. 

Escrito há mais de 35 anos, A COR PÚRPURA é um musical baseado em uma história passada na primeira metade do século XX, na zona rural do Sul dos Estados Unidos, com personagens típicos dessa região. “Apesar de ser um musical de época, fala muito de questões atuais, como a participação da mulher na sociedade, o papel da mulher numa relação amorosa, o machismo, o racismo… Não foi preciso adaptação alguma para o musical interessar à plateia brasileira. Ele, naturalmente, fala a qualquer plateia do mundo de hoje”, esclarece Artur Xexéo, responsável pela versão brasileira do texto e das letras de A COR PÚRPURA – O MUSICAL. 

A COR PÚRPURA, com um elenco em sua maioria escolhido por meio de testes, apresenta a trajetória e luta de Celie (Letícia Soares) contra as adversidades impostas pela vida a uma mulher negra, na Geórgia, no decorrer da primeira metade do século XX. Na adolescência, a personagem tem dois filhos de seu suposto pai (Jorge Maya), que a oferece a um fazendeiro local para criar seus herdeiros (entre eles Harpho – Alan Rocha), lavar, passar e trabalhar sem remuneração. Ela é tirada à força do convívio de sua irmã caçula Nettie (Ester Freitas) e passa a morar com o marido Mister (Wladmir Pinheiro). Enquanto Celie resigna-se ao sofrimento, Sofia (Lilian Valeska) e Shug (Flávia Santana) entram em cena, mostrando que há possibilidade de mudanças e novas perspectivas, esperança e até prazer. A saga de Celie é permeada por questões sociais de extrema relevância até os dias atuais como a desigualdade, abuso de poder, racismo, machismo, sexismo e a violência contra a mulher. Completam o elenco: Analu Pimenta (Squeak); Suzana Santana (Jarene); Erika Affonso (Doris); Cláudia Noemi (Darlene); Caio Giovani (Grady Ensemble); Leandro Vieira (Chefe da Tribo Olinka Ensemble); Gabriel Vicente (Bobby Ensemble); Thór Junior (Pastor Ensemble); Renato Caetano (Soldado Ensemble); Nadjane Pierre (Solista da Igreja Ensemble). 

A direção musical de A COR PÚRPURA é de Tony Lucchesi. São 32 números musicais, contando com as vinhetas. “Tem uma parte do espetáculo que é ambientada na África. Para esse momento, abri as vozes, trabalhei com polifonia, com outros sons, uma música por trás da cena”, revela Tony. No espetáculo, os atores precisam ter grande extensão vocal, dando conta de vários ritmos como jazz, blues, música africana e gospel. Logo na abertura da peça, há um número que lança mão de diversas sonoridades, representando o coro de uma igreja entrecruzado ao sermão do pastor. A orquestra é composta por 8 músicos que tocam piano-condutor, teclado, saxofone alto, clarinete, flauta, saxofone barítono, clarinete, clarinete baixo, saxofone tenor, trompete, fliscorne, violões, baixos, bateria e percussão. 

Artur Xexéo, ao interpretar as canções, teve como principal intenção respeitar a métrica. “Às vezes, um verso original termina com uma vogal aberta e, para aproximar a versão de uma tradução literal, você termina com uma vogal fechada. Então, o melhor é se afastar da tradução literal e se aproximar do efeito sonoro. Há, na peça, todo tipo de música negra americana: spirituals, blues, work songs, etc. Muito da ação é transmitida pela música. Então, a versão não pode tomar muitas liberdades. Tem que respeitar a intenção da letra original”, afirma Xexéo.

 

SERVIÇO:

Sexta e Sábado às 20h, Sábado às 16h, Domingo às 17h
De 14 de Março a 12 de Abril
Classificação: 12 anos
Duração: 180 minutos (incluindo 15 minutos de intervalo)

Ingressos: Plateia VIP – R$ 150,00 (inteira) R$ 75,00 (meia) / Plateia – R$ 110,00 (inteira) R$ 55,00 (meia)  / Balcão Nobre – R$ 90,00 (inteira) R$ 45,00 (meia) / Balcão Superior – R$ 50,00 (Inteira) R$ 25,00 (meia)

Teatro Riachuelo Rio – Rua do Passeio, 38/40, Centro, Rio de Janeiro

Tels:99566-7469 / 3554- 2934

ENDEREÇO

Rua do Passeio, 38/40 - Centro
Rio de Janeiro - RJ
20021-290

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