Os irmãos Luiz e Ludwig Danielian, criados na cena artística e cultural carioca, são responsáveis pelo projeto suntuoso

Foi com o seu sobrenome que os jovens irmãos Luiz e Ludwig Danielian batizaram a galeria, instalada em um imponente casarão histórico de três andares no bairro carioca que tornou-se o queridinho no mundo das artes –  a Gávea.

A paixão não é por acaso. Os Danielian carregam no DNA o amor pela arte evocado por seus pais, grandes colecionadores e que, desde sempre, focaram na arte brasileira.  “Meus pais sempre valorizaram a arte nacional. Eram verdadeiros caçadores de talentos brasileiros – até mesmo os desconhecidos”, ressalta Ludwig. O acervo da família começou com Manoel da Costa Ataíde, Pedro Américo, Rodolfo Amoedo, Alfredo Volpi, Tarsila do Amaral , Almeida Junior, Pedro Weingärtner, Djanira da Motta Silva, entre outros. Os galeristas cresceram ouvindo sobre técnicas e estilos nas pinturas. Na época, com apenas 17 e 24 anos respectivamente, os irmãos Luiz e Ludwig abriram sua primeira galeria em Copacabana.  Por lá, foram 14 anos de sucesso. Mas o sonho não parou por aí. O que eles mais queriam era uma área onde pudessem realizar exposições simultâneas e que tivesse espaço para reserva técnica de mais de 1500 obras de artistas nacionais contadas desde o século XIX.

Sonho esse realizado no segundo semestre de 2019 –  a Danielian Galeria, na Gávea –  com 1200 m² de pura arte.  Uma das maiores com foco em obras nacionais, com quatro salas que permitirão exposições distintas, mas que se complementam. Vale lembrar que de fato o bairro da Gávea virou uma espécie de “point” desse universo tão diverso e lotado de nuances culturais. O foco da dupla também é realizar o resgate de artistas que  foram marco na história da arte brasileira, mas que de certa forma, ficaram esquecidos na  memória.

Para inaugurar a galeria, fizeram um estudo em cima do inquieto artista Glauco Rodrigues, que já tinham grande admiração pelo seu trabalho, que traduzia nas sua obras, sempre de forma discreta, seus protestos  e suas opiniões. Foram dois anos pesquisando e buscando um fio condutor de todas as fases do artista, que hoje tem 130 obras na coleção do respeitado mundialmente colecionador Gilberto Chateaubriand.  A exposição abrirá com cerca de 50 obras que são o reflexo da grande importância do artista na arte brasileira.

O casarão também se impõe pela arquitetura: logo na entrada o paisagismo e as esculturas de nomes como Leão Veloso e Maria Martins inspiram os visitantes. O primeiro andar da galeria mescla o clássico com o contemporâneo. Lustres Império (conhecidos como sinônimo de nobreza)  estão expostos no hall de entrada. As escadarias que dão acesso ao segundo andar são um capítulo à parte, assim como os corredores do casarão em mármore rosa e preto/branco. Já nas paredes, de forma contemporânea, tijolos aparentes recuperados da construção original levaram camadas brancas que dão continuidade ao ambiente totalmente clean. Outro capítulo à parte são as obras que ficam no teto do segundo andar da casa. Ao subir as imponentes escadas, já se depara com duas telas de um dos mais importantes artistas portugueses, José Malhoa, ao estilo “Trompe-l’oeil” de 2 metros de diâmetro que também fazem parte do acervo.

ENDEREÇO

Rua Major Rúbens Vaz, 414 - Gávea
Rio de Janeiro - RJ
22470-070

horário de
Funcionamento

Segunda a sexta, 10h às 19h.

Envie por email

Enviando mensagem...