Tradicional palco de belos casamentos, a Candelária está no roteiro dos pontos turísticos mais visitados do Rio. Em 2011, uma nova iluminação com 278 projetores foi inaugurada ressaltando a beleza e imponência da construção.

Quem vai ao Rio e não conhece a Candelária sai com a sensação de não ter feito o passeio completo. Querida pelo povo carioca, é uma das mais famosas e belas igrejas do Brasil. A Igreja de Nossa Senhora da Candelária recebe centenas de turistas todos os dias, também por estar localizada em meio a uma série de pontos de interesse cultural da cidade.

O nome da igreja tem uma origem não comprovada historicamente. Conta a lenda que, no início do século 17, uma tempestade quase teria provocado o naufrágio de um navio espanhol chamado Candelária, onde estavam os capitães Antônio Martins Palma e Leonor Gonçalves. O casal teria feito uma promessa de edificar uma ermida dedicada à Nossa Senhora da Candelária caso escapasse com vida. Cumprindo a promessa, na chegada ao Rio de Janeiro, por volta de 1609, cuidaram de construir uma pequena capela no local onde atualmente fica a igreja.

Porém, os registros oficiais começam somente a partir de 1710, quando aconteceu a primeira reforma da igrejinha paroquial. Na segunda metade do século 18, a necessidade de ampliação fez com que o sargento-mor Francisco João Roscio, engenheiro militar português, desenhasse os planos da nova edificação em forma de cruz latina, iniciados em 1775, utilizando material extraído da Pedreira da Candelária, no Catete.

A primeira inauguração foi feita em 1811 com as obras ainda inacabadas – havia apenas uma nave e altares esculpidos por Mestre Valentim – por ocasião da presença do príncipe-regente e futuro rei de Portugal, Dom João VI. Mestre Valentim foi o grande artista de estilo rococó do Rio de Janeiro e infelizmente suas obras foram substituídas em reformas posteriores. Há quem diga que a Igreja da Candelária lembra muito algumas obras do barroco português datadas do século 18.

A fachada, considerada uma das mais belas do mundo, está voltada para a Baía da Guanabara, principal via de entrada da cidade na época da sua construção. A planta tem o formato de cruz latina e toda sua história está pintada em murais. Já no século 19, o projeto da igreja foi ampliado a atual configuração com três naves, mantendo a fachada original criada por Francisco Roscio.

A cúpula, parte final do projeto, representou um grande entrave para a obra entre 1856 e 1877. Vários arquitetos precisaram intervir e as diversas partes da cúpula, feitas de pedra de lioz portuguesa e trazidas de Lisboa, foram finalmente instaladas, acompanhando as oito estátuas que enfeitam a igreja, esculpidas pelo português José Cesário de Salles. A cúpula da Igreja da Candelária foi por muito tempo a mais alta construção da cidade.

Em 1878, a decoração interna neorrenascentista italiana começou a ganhar forma no revestimento demármore policromado nas paredes e colunas, diferente do que era usual na época. As pinturas murais são todas do brasileiro João Zeferino da Costa, professor da Academia Imperial de Belas Artes, que contou com a ajuda dos alunos Henrique Bernardelli, Oscar Pereira da Silva e Giambattista Castagneto.

Outros detalhes importantes do interior são o altar-mor do brasileiro Archimedes Memoria, os vitrais alemães e os enormes púlpitos em estilo art nouveau do escultor português Rodolfo Pinto do Couto (1931). Em 1901, foram instaladas as belas portas de bronze na entrada da igreja, obra do português Teixeira Lopes.

Visitação: segunda a sexta, 7:30h. Sábado, de 8h às 12h e às 16h. Domingo, de 9h às 13h.

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